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Caloira aos 26

A professora que decidiu ser contabilista

Caloira aos 26

A professora que decidiu ser contabilista

Olá testes

Bom, bom, bom... Já há algum tempinho que não vinha aqui. Tenho andado supeeeeeer ocupada.

 

Na semana passada já houve teste - AAAAAAAAAAAAHHHHHHH - e eu sabia tudo o que me foi perguntado (escolhar múltiplas todas corretas), MAS não tive tempo para fazer uma resposta em condições à pergunta de desenvolvimento - houve um ou outro tópico que não consegui escrever. Fui para o carro furiosa. Se não fosse o "meu" Ed Sheeran a cantar a viagem toda, acho que me tinha passado a sério (ah ah ah). Está feito, está feito. Aguardo a nota...

 

Para a semana já há mais testes e esses já são coisa para doer mais um bocadinho. Entretanto, um trabalho já está despachado e, por isso, é menos uma coisa da minha "To do list". De qualquer forma, este fim de semana vai ser passado a resolver exercícios... e a comer bolos. 

 

É tipo o segundo filho, mas ao contrário

Isto de fazer um segundo curso é quase como ter um segundo filho, mas ao contrário. 

Dizem os experientes que quando têm o primeiro bebé em casa há mil cuidados: roupinha quase esterilizada, não se deixa pôr nada à boca, compram-se todos os acessórios que facilitam a vida dos pais... Mas quando chega o segundo... ele que se desenrasque. O miúdo pode andar descalço, comer terra se quiser, fica com quase tudo o que era do irmão... Who cares? Se cai, azar, ele já se levanta... Esfola-se todo? Paciência, o irmão também era assim. 

No meu caso é o oposto. Noto que me esforço MUITO mais para este curso. Acho que não há um dia que não estude, passo o fim de semana a trabalhar, a adiantar exercícios para a semana que se aproxima... No primeiro curso passavam-se dias sem pegar nas coisas. Se não entendia uma matéria deixava andar até aos exames e nessa altura aprendia à pressa a resolver. Caso não conseguisse, ia decorado e fazia qualquer coisa para não deixar em branco. Podia ter sido muito melhor aluna, olhando para trás. Mas agora não deixo passar nada sem compreender. Não deixo passar um exercício sem resolver e corrigir de seguida. Quero absorver tudo e sinto-me a aprender tanto que nem sei como vou arrumar toda esta informação na minha cabeça. Parece que fui às compras e comprei mais do que cabe no meu armário... 

Um novo vocabulário

Não sei se é de andar com muita coisa na cabeça, mas ultimamente tem-me dado para criar palavras novas e para trocar letras  Sempre fui um bocadinho disléxica relativamente a números - um horror para quem faz as contas dos clientes, pagamentos de faturas... Era comum chegar às contas e trocar os algarismos de lugar, por isso há vários registos com corretor (vergonha!). Tenho que ter sempre mil cuidados, repetir as contas todas e quando dá certo é um respirar de alívio. Ainda assim, noto que estou muito melhor. Os registos mais recentes já não têm erros e eu achava que já me tinha passado o problema. 

 

Agora comecei a trocar letras e palavras inteiras. Num destes dias estava a ler que a Liliana deu um murro ao Larama - na minha cabeça li que a Liliana deu um RUMO ao Larama e disse isto alto. Esta semana estava a falar com a minha mãe sobre pulseiras e disse "puxeira". Ontem estava na aula a falar com uma colega sobre um valor de uma anuidade e queria dizer "o valor da anuidade agora" e disse "o valor da anuidade now"... E isto são só alguns exemplos...

 

Lembro-me sempre da minha colega de estágio que dizia que na cabeça dela confundia croissant com elefante, por isso, sempre que ia ao bar tinha que pensar "croissant, croissant, croissant" para não pedir um elefante... Não quero ficar assim!!!

Um aula sobre... matança, basicamente

Toda a gente tem profs. estranhos: aqueles que a meio da aula vão para o mundinho deles durante uns segundos, os que são despistados, os stressados... Mas eu tenho uma professora que em todos os exemplos que dá mata alguém. Ou porque é um velhinho que o filho decide matar para ficar com a herança, ou porque se mata um sem-abrigo, ou porque se mata a vizinha... Eu não sei, mas contas redondas, por aula, "matamos" à volta de 10 pessoas, sem qualquer problema. Todos os exemplos são sobre matar. Em dias mais leves fala em mal-tratar umas quantas pessoas: deixar uma velhinha à fome, deixar crianças no carro ao calor... Esta senhora mete os roubos/assaltos num nível em que praticamente nem se consideram crime.

 

Isto é pedagógico?

Digam-me lá: isto usa-se?

Eu não entendo muito sobre moda masculina. Acho que as peças são quase sempre as mesmas. À medida que se vão estragando vão-se comprando novas, mas os modelos não variam muuuito. No entanto, há uma peça que eu já não via há anos: o Sleeveless Pullover (não sei como se chama em português).

Isto ainda se usa? Além do pai/avô??

É mesmo uma peça à homem: ah e tal o tempo está meio atrapalhado. Está frio para uma camisa e calor para uma camisola... Porque com este tempo eu tenho frio nas costas, mas nos braços até estou bem de mangas arregaçadas... Ah, se ao menos houvesse uma espécie de camisola sem mangas era isso que eu vestia. E puff, fez-se esta magnífica peça de roupa.

Em verdade vos digo, homens, vocês até podem ficar com as costas muito quentinhas, etc. e tal, mas gelam o ambiente todo à vossa volta.

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Os temíveis trabalhos de grupo chegaram

Ai, só de pensar já fico com suores frios - sim, pode ser da gripe também.

 

Eu detesto trabalhos em grupo. Não é por não saber trabalhar em grupo ou por não saber ouvir... É mesmo porque não há paciência para alguns filmes. Não tenho paciência para pseudo-reuniões em que se combinam coisas que podem ser definidas em 5 minutos, ou para andar a perguntar "então, já fizeste a tua parte?", ou para andar a corrigir os erros dos outros... Eh pá, não me metam nisso. 

 

Quando a prof. disse que havia um trabalho em grupo fiquei mesmo aborrecida. Ainda assim, tentei organizar logo um grupo com elementos do meu género - pessoas que percebem a importância relativa daquilo e que sabem trabalhar de forma autónoma.

 

Estava tudo combinadinho até à aula em que a prof. nos coloca mais dois colegas. E foi o tempo de ir ao wc e chegar a sala para ter mais um - posto isto, não volto a sair da sala até a aula acabar - Ai vida!! Somos para aí 6 e isso para mim já é demasiado. Principalmente quando um colega tem idade para ser nosso pai - estão a ver o empenho dele num trabalho de grupo de uma disciplina de primeiro ano, não estão? Não? Então e se vos contar que ontem ele não sabia quem era o grupo dele? Fiz logo cara de poucos amigos e só me apetecia dizer-lhe: como não sabe??? Começa bem, ó colega! Se nem conhece o grupo, então quando tivermos um tema e trabalho para fazer podemos esquecer que existe. (By the way: já anda a fazer esta disciplina há 3 anos... respira P., respira.)

Depois da explicação da prof. ao colega sobre quem eram os colegas de trabalho ele conclui: AAAAHHH! São os trabalhadores?

 

Não tenho sorte nenhuma. 

Atenção pessoas: parece que se encontrou um colar com o símbolo dos talismãs da morte do Harry Potter

Alguém perdeu isto? Se a resposta é sim, vai ao mail da tua universidade (sim, a tua... mais ninguém deve ter igual). De nada.

 

Se há coisa que eu gosto nesta nova universidade é do mail institucional. Não só porque recebemos imensos e-mails interessantes sobre formações, empresas a oferecer trabalho, atividades desenvolvidas, etc., MAS porque os alunos o utilizam muito para falarem uns com os outros. 

Quase todos os dias se perdem coisas, oferece-se boleias para reduzir gastos, pede-se ajuda para participar em trabalhos... É uma animação. 

Num destes dias houve alguém que encontrou dinheiro e não devia ser pouco, porque pedia-se que quem o reclamasse apresentasse um talão de levantamento do multibanco... É bom ver que há pessoas honestas.

 

Hoje recebi um que dizia:

<<Encontrei um colar com o símbolo dos talismãs da morte da saga "Harry Potter">>

 

Aposto que anda aí alguém desorientado porque perdeu ester colar. Alguém que nem dormiu esta noite só de pensar no seu colar com o símbolo dos talismãs da morte da saga Harry Potter. Pior que isto só mesmo a pergunta que não me sai da cabeça: mas quem é que com 17/18 anos (no mínimo) anda aí a passear com um colar destes? Pior ainda: quem é que compra disto?

 

Se houver por aí quem queira um igual, basta ver este vídeo.

 

 

 

 

 

Ah? O quê?! Já abriu a época da gripe e das constipações?.... Primeiraaaaas!

Chega a esta altura do ano e começo a sentir aquela energia estranha no ar. Quase como o espírito natalício, mas no mau sentido... Começo a acordar com o nariz entupido; vou pegando em lenços atrás de lenços; as nuvens começam a fazer-me dores de cabeça;.o vento arrepia-me a espinha; as pessoas começam a dizer: ai, estás a ficar bonita, estás; e mais dia menos dia tau: fico constipada - linda e maravilhosa, portanto. Ontem já fui buscar o antigripine e toca a tomar aos pares. Se notei diferença? Sim, principalmente para pior. 

Acho sinceramente que estes antigripines, cêgripes e outros medicamentos com a palavra gripe algures, se têm algum efeito é o de piorar o que já temos. Não me recordo de ter tomado e ter dito: ahhh, agora sim. Estou rija. Nope... Mas tomo, porque não há mais nada. Tomo, porque ainda tenho aquela esperança do "agora é que é". Tomo, porque se não tomar nada há sempre alguém que diz: toma qualquer coisa. Pois, se é para tomar qualquer coisa vai disto então que não é muito caro e assim como assim, deixam de me chatear com o "toma qualquer coisa" e é menos uma dor de cabeça.

Hoje espera-me um dia de trabalho, que já vai a meio (yupi), e a aula de finanças. Logo hoje. Logo hoje que estou meia molengona. Podia ter ficado assim na aula de segunda-feira... Na verdade, por mim ficava era na caminha a ver A Quinta o dia todo.*.. E as Kardashians, pronto.

 

* Sou só eu que acho que a Liliana Aguiar e o Carlos Sousa são, vá... como dizer,... iguais? Assustador.

"Ó stora... tipo..."

Foi uma frase que nunca achei que ia ouvir no Ensino Superior.

O "tipo" é uma espécie de pastilha elástica irritante que se masca alto, ou aquele palito no canto da boca: não nos deixa perceber lá muito bem o que o outro está a tentar dizer; interrompe-nos o discurso; distrai quem está a ouvir, porque a dada altura estamos a contar quantas vezes se disse "tipo"... Chateia. É uma palavra que muitas vezes não serve para nada.

Numa das aulas uma colega, que não teve tempo de passar o que estava no quadro, em vez de pedir que se esperasse um pouco preferiu berrar lá do fundo: Ó STORA... TIIPOOOO... NÃO PASSEI.

Mas ninguém explicou a estes miúdos que há formas de nos dirigirmos a um professor ou a outra pessoa qualquer?

Só de pensar que, tipo, aguns destes miúdos, tipo, votaram ontem, tipo, até fico arrepiada...

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